Como ensinar o respeito aos pais: como lidar quando a criança levanta o tom de voz

O tom de voz precisa ser aprendido — e respeitado

Você que está me ouvindo agora, precisa entender uma coisa muito séria: a criança não pode — de forma alguma — levantar a voz para os pais. Não pode gritar, bater o pé, nem responder atravessado. Porque isso não é só uma questão de respeito. Isso é uma questão de formação.

Quem está sendo criado, precisa ser ensinado. E quem educa, precisa ter clareza: o tom da casa é você quem determina. E não a criança. O que é permitido será aprendido. E o que for ignorado, vai virar hábito. E depois, não adianta dizer que foi desobediência… Foi falta de firmeza no começo.

Criança não nasce sabendo: é você quem ensina

Nenhuma criança chega ao mundo sabendo o que pode e o que não pode. Isso é aprendido, é mostrado, é vivido dentro de casa. E sabe por onde isso começa? Pelo exemplo. Pelo tom com que você fala com ela. Pela forma como você corrige. Pela firmeza que você sustenta quando ela ultrapassa o limite.

Só que não basta falar baixo ou tentar ser calma. Quando a criança levanta a voz com você e nada acontece, ela entende que pode. E da próxima vez, vai levantar ainda mais. Por isso, é preciso agir logo no primeiro sinal.

Se ela gritou, pare tudo

Simples assim. Nada deve continuar acontecendo se o tom de voz se eleva. Silencie o ambiente. Olhe nos olhos e diga: “Aqui ninguém fala alto com ninguém, principalmente com quem cuida de você”. Pronto. É nesse momento que você ensina. Porque se você ignora, está ensinando o contrário.

Você não precisa gritar para ser ouvida. Mas precisa ser firme para ser respeitada.

Quando os pais têm medo de corrigir

Muita gente que adota uma criança se vê presa num sentimento de culpa. Como se o passado da criança justificasse todo comportamento errado. E aí a permissividade entra sorrateira, como se fosse carinho.

Mas preste atenção: carinho não substitui direção. E passado difícil não é desculpa para desrespeito. A criança precisa ser acolhida, sim, mas dentro de um espaço onde regras são claras e o tom de voz também. Ela pode ter sofrido muito, mas agora ela está em um lar. E neste lar, quem guia é você.

Não existe amor sem limite

Se você ama, você corrige. Se você cuida, você orienta. E se você é mãe ou pai de verdade, então você não abaixa a cabeça quando a criança grita. Você levanta a autoridade com sabedoria.

E não se trata de dominar. Se trata de proteger. Porque uma criança que aprende a respeitar os pais, cresce respeitando o mundo. Cresce mais segura. Cresce sabendo se comunicar com firmeza, sem agressividade. Cresce pronta para viver em sociedade.

Dicas para lidar com a elevação de tom

  1. Não responda gritos com gritos: mantenha a postura. Ensine pela atitude.
  2. Interrompa na hora: não deixe passar para depois. O ensino acontece no momento do erro.
  3. Corrija com amor, mas sem medo: diga com todas as letras que esse comportamento não será aceito.
  4. Explique o porquê: a criança precisa entender que não é sobre quem grita mais alto, e sim sobre respeito.
  5. Reforce sempre o bom comportamento: quando ela responder com calma, elogie. Mostre que você percebe quando há esforço.

Ensinar respeito é construir futuro

Sabe, quando você ensina uma criança a respeitar sua voz, você não está apenas colocando ordem na casa — você está moldando o caráter dela. Está ensinando que o amor pode ser firme. Que o cuidado pode ser forte. Que limites também são formas de dizer “eu me importo com você”.

E isso, Sandrinha te diz com o coração na mão: toda criança precisa disso. Toda criança deseja, no fundo, alguém que a olhe com firmeza e diga: “Aqui você está segura. E aqui, você aprende.”

Se Deus colocou uma criança na sua vida, é porque Ele confia na sua força para educar com amor.

Continue aprendendo, continue se fortalecendo. Há muito mais esperando por você.

Sandra T. Ferreira

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